terça-feira, 23 de janeiro de 2007

Adeus, Caixinha de Extrato de Tomate!

O dia de hoje vai ficar na minha memória para sempre, pois vou sempre recordar do dia em que finalmente consegui vender minha Caixinha de Extrato de Tomate!! Mas os leitores devem estar se perguntando, afinal de contas, do que isso se trata... Pois bem, esse querido apelido foi dado a minha Fiat Uno vermelha ano 85.

Como eu já disse aqui no Blog, a vida é feita de oportunidades. Oportunista foi meu primo que me propôs a troca do meu antigo Kadett (esse carro também gerou belas histórias) por sua Fiat Uno, que ele dizia estar “filé”! Como na época eu estava desprovido de condições monetárias (duro, sem grana mesmo...) aceitei o negócio, mediante uma volta de dinheiro da parte dele. Eu mal sabia o quanto iria me arrepender...

Pra começar, a “Caixinha” era a álcool, e isso me irritava profundamente quando eu tentava ligá-la nas frias manhãs de Petrópolis. Às vezes, pegava no tranco, outras não... Eu tinha que empurrar até a ladeira da minha rua e descer por conta do Zé Inácio para lá no finalzinho dar o tranco. Depois era só acelerar com vontade pra não deixar morrer. Depois que ligava era uma maravilha!!

Quer dizer, maravilha é exagero. Sua pintura era vermelha, mas ao contrário da famosa música, não era como espelho e nem dava pra me pentear. Buzina não tinha, mas também pra que usar buzina? O velocímetro resolveu se aposentar num belo dia, nada mais justo, pois já tinha trabalhado anos a fio. Também não fez muita falta, porque eu sabia que por mais que eu acelerasse o carro nunca ia passar dos 100 km/h mesmo! Ainda bem que não dava pra correr, pois quando o Formiga (meu mecânico, mundialmente conhecido em todo bairro Bingen) fazia uma revisão constatou que a muito tempo aquele carro não tinha mais lonas de freio.Um perigo! Dei uma “garibada” antes de vender.

Pra minha surpresa,até que apareceram várias pessoas interessadas quando eu resolvi anunciar o carro. Eu não acreditava que conseguiria vender fácil, e se aparecesse alguém me oferecendo uma boa bicicleta teria trocado! Mas apareceu um rapaz interessado em comprá-la pra dar de presente para sua querida esposa (eu me pergunto se era tão querida assim). Ele andou e gostou do carro, ficamos de fechar negócio dia seguinte.

No grande dia, tratei de dar um trato na dita cuja. O principal era fazer pegar e deixar o motor quente pra funcionar com facilidade e evitar surpresas desagradáveis! Mas não é que a surpresa desagradável aconteceu? Pra pegar tinha um macete. Eu desconectava a mangueira do reservatório de gasolina e injetava diretamente dentro do carburador. Mas nesse dia, não notei que quando fiz isso vazou um pouco de gasolina por cima do motor. Resultado: Pegou fogo quando tentei ligar! Consegui apagar rápido e isso não gerou dano algum (eu acho), só susto mesmo. E logo em seguida consegui botar a bichinha pra funcionar, sem contratempos.O rapaz veio, dessa vez acompanhado do seu mecânico e testou o carro. Fui sincero com relação a todos os problemas que o carro apresentava. Eles andaram e testaram o carro, gostaram. Pra minha alegria, fechamos negócio!

Em breve compro outro carro, mas vai ser difícil qualquer outro ter tantas histórias como a Caixinha! E por mais “perrengues” que tenha passado com ela, vou me lembrar dos momentos bons que ela me proporcionou ( que na verdade, nem foram tantos assim...)

PS.: enquanto escrevia esse texto, me lembrei e me arrependi por não ter tirado uma foto sequer da Caixinha. Uma pena!

6 comentários:

Nelson disse...

Como eu me esqueceria da caixinha ... maldita que certa vez me fez esperar por horas a fio no frio inverno de Itaipava, ela não queria sair naquela noite, menina temperamental.
Acho q ela era francesa, pois nunca se teve notícia qie ela tenha tomado um banho !!! Maltratada demais ela, pobre coitada. Mas cumpriu seu papel com elegância e que ela agora vá alegrar (sic) outro lar.

Latinha de tomate ..saudades suas nunca serão sentidas !

Lobin, cuidado na próxima escolha, certamente será no próximo bólido seu que faremos aque tão sonhada viagem . ( já pensou num Troler, Land Rover ou Eco Sport meu amigo ?)

Michelle disse...

Bom.....
Falar o que da latinha de extrato de tomate.....
Não sei ao certo,pois não tive contato com ela..porque quando conheci o Michel ela já estava aposentada..rsrsrsr

Bia disse...

Hahahaha Michel, o texto ficou ótimo! Já tinha ouvido falar da caixinha pelo Nelsinho...
Boa sorte na próxima compra!

Beijinhos

Anônimo disse...

ótima redação
texto lindo
historia perfeita!

Luciane disse...

Michel, adorei o seu texto!!!rsrsrs
Deveria contar suas histórias, com
a "caixinha de tomate", rsrsrsrs
Torço para que na sua próxima compra vc possa ter um poder maior
de escolha...

Carol Emboava disse...

Eu lendo e pensando... no final do post tem uma foto, tem uma foto, tem uma foto! E... nada! rs!
A gente aqui tem um fusca 78! Ai! Ele já foi amarelo gema, sabe! Tão lindo! Mas hj é cinza! Tão fúnebre... Ahhhhhh, milhões de histórias com ele... já que ele é 3 anos mais velho que eu, vai imaginando!